quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Juara 7 de Setembro e o sol...

Realmente foi um belo desfile de comemoração de 7 setembro aqui em Juara. Fanfarras, carros alegóricos, soldados, e muito senso de civismo. Até ai, um desfile civico/militar que pode sim destacar Juara no cenário regional e estadual. Foi bonito! Por outro lado, ninguém merece aquele calor, não concordam. Quem estava lá procurou se esconder debaixo dos poucos toldos das lojas de uma das faces da avenido Arinos. Outros, encaram o sol a pique, com termômetros batendo na casa dos 36 graus, com sensação térmica de 43. Não a corpo que aguente nessas condições. Desde autoridades políticas, até militares e população, todos estavam incomodados com aquele mormaço. Os desmaios seriam inevitáveis, como de fato ocorreram. Enfim, uma bela festa, um desfile magnífico, mas um calor que realmente comprometeu o espetáculo. Isso, para não citar aqueles longos minutos de espera para a inauguração da estátua do pioneiro Zé Paraná. Aliás, uma homenagem realmente significativa, pois reconhece o legado desse pioneiro e eterniza a memória de um homem que iniciou aquilo que Juara é hoje. Mas enfim, o tal do calor não colaborou. Mas tiremos liçoes disso tudo. Sugiro que os próximos desfiles de 7 de Setembro aconteçam perto das 17h (tarde) até umas 21h(noite). É um horário cuja temperatura é mais agradável e com certeza possibilitará que muito mais pessoas prestigiem esse espetáculo. Enfim, ainda que o calor incomodasse bastante, foi um belo desfile, e um senso de civismo que ainda perputua no imaginário desse povo brasileiro de Juara. 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Que é ser crítico?

Eu diria em breves palavras que seria ter o "dom" do diálogo com as nossas angústias". Nesse caso, dialogar é saber que toda crítica é apenas uma postura individual sobre qualquer coisa. E como tal, pode representar apenas um ponto de vista dentre inúmeros outros.

A critica pode se conceber tanto pelo discurso (oral ou escrito), como pelo "silêncio". Ouvir, mais do que falar, é um exercício critico. Logo, criticar é ter a exata noção de que se hoje somos críticos, podemos amanhã ser criticados.

É por isso que devemos ter o cuidado ao fazer certas críticas. Criticar por criticar, pouco ou nada contribui na construção daquilo que se quer mudar. Criticar tão somente no plano de um discurso vazio de conteúdo, alimenta o sentimento de pessimismo daqueles que não mais acreditam em retóricas calcadas em vocabulários refinados.

Infelizmente, vivemos num mundo cuja banalização da crítica transformou aqueles que "falam bem" em falsas celebridades, cujo limite daquilo que se fala não passa do céu da boca.

É claro que existem as excessões. Mas ta difícil achá-las por ai...

domingo, 20 de março de 2011

Namorar faz bem à saúde, diz ciência

O namoro tranquilo protege de problemas mentais e obesidade, e induz a manter um estilo de vida com menores condutas de risco e consumo abusivo de álcool e tabaco, conclui um recente estudo.

Muitos casais, com anos de convivência em uma relação estável e sólida, mas, às vezes cheias de problemas práticos como fazer compras, pagar contas e cumprir tarefas domésticas, costumam lembrar com saudade da época do namoro, quando viviam um para o outro sob o quente e doce abraço do amor.

"Por um lado tínhamos menos dinheiro. Por outro, mais tempo do que agora, mas éramos mais felizes e a vida parecia uma aventura", afirmam Javier e Elena, um veterano casal que, confessa, gostaria de sentir os suspiros do início, "quando eram apenas namorados e curtiam cada instante como se fosse o último".

Agora os cientistas acabam de descobrir uma razão adicional, mais relacionada aos problemas de saúde do que aos afãs do amor, para sentir saudades da doce etapa inicial de toda relação, na qual parece que tudo é possível e está prestes a ser descoberto, em que os relacionamentos parecem destinados a durar para sempre.

Pesquisadores do Departamento de Psicologia da Universidade da Flórida (EUA) constataram que os estudantes universitários que namoram firme têm vantagens para saúde similares as dos casados felizes, desde apresentarem menos depressão, ansiedade e estresse do que os solteiros, até menor risco de sofrer doenças graves e crônicas.

No estudo, o médico Scott Braithwaite e sua equipe de psicólogos, investigam se a saúde física e mental pode variar em função da relação romântica não matrimonial e se este tipo de relacionamento também protege de algumas condutas de risco.

As vantagens de uma relação estável

O estudo foi feito com a participação de 1.621 universitários com idades entre 18 e 25 anos. Eles responderam sobre o tipo de relação amorosa, se sofriam de problemas psicológicos e afetivos e transtornos da alimentação, se os resultados acadêmicos foram influenciados por gripes, lesões, problemas de sono, bronquite, otites e mononucleose.

Foi levado em consideração ainda o índice de massa corporal dos participantes, assim como o consumo de álcool, tabaco e drogas e a vida sexual durante o ano acadêmico.

Comprovou-se que os estudantes com namoro estável não só têm melhor saúde mental, mas menos sobrepeso e obesidade do que os que permanecem solteiros.

sexta-feira, 18 de março de 2011

A música embalando o pensamento...

Dizem os saudosistas que o romantismo sempre foi regado aos prazeres de uma música suave e sublime. Sempre acreditei nisso, pois acreditem, a música tem mesmo esse poder de inspirar e movimentar a imaginação rumo a mundos e possibilidades encantadas. A sabedoria oriental utiliza-se da música como instrumento terapêutico. Quem nunca ja não se deixou levar pela empolgação de música mais agitada. Ou mesmo, já se deixou anestesiar por música suave aos ouvidos. Existem também aquelas músicas que testam ao extremo nossa paixão. Bem ou mal, agitado ou suave, a música sempre será instrumento para embalar o pensamento. Pensar é uma arte que se movimenta pelo termômetro da motivação. A junção entre música e pensamento, nos move universos encantados, a mundos longínquos, a paixões sem limite. Nesses momentos, quero crer que a música embala o pensamento, no qual, impulsiona o sentimento do amor. Por isso, escute música, seja ela qual for, afinal, nosso espírito desse combustível. Por fim, deixo aqui uma pequena contribuição para os amantes de um tipo de música mais suave como eu. Deixo um clássico. Deixo a vocês Sting "Shape of my Heart". Procurem e escutem, ai saberão o que música é capaz de fazer com a imaginação de vocês.

terça-feira, 15 de março de 2011

Solidariedade ao povo japonês...

Assistir as cenas reais do terremoto seguido do tsunami no Japão mistura um pouco daquela sensação de espectador dos filmes de Hollywood, com as daquele cidadão que, num assalto, tem uma arma apontada pra cabeça e não pode fazer nada. Impotência talvez descreva melhor esse tipo de sensação.

Terrível, assustador, impressionante, são adjetivos que não conseguem descrever as cenas de horror vistas por bilhões de telespectadores pela TV. Fico pensando naqueles momentos cruciais entre a vida e a morte daqueles (as) que experimentaram minutos ou segundos de um apocalipse mortal. As cenas chocam pelo realismo.

E dessa vez não há a quem culpar. É a natureza se reorganizando em seu ínfimo e único espaço geográfico. Até agora, até os dias atuais, não existem sequer perspectiva de prevermos fenômenos como esse. Resta-nos então refletir sobre a nossa própria fragilidade diante de elementos ainda desconhecidos da experiência humana na terra. As cenas pela TV nos mostram o quão somos facilmente varridos do mapa. O quão somos nada diante de fenômenos que não somos capazes de combater com toda nossa tecnologia. E o que fazer?

Minha opinião é que devemos nos voltar para a nossa condição natural de sermos parte de um todo muito maior que a nossa compreensão intelectual pode mensurar. Fenômenos naturais como esse do Japão só nos mostram o quão somos apenas um pequeno detalhe na imensidão de algo que ainda não conhecemos.

Assistir essas cenas, o desespero, a morte, a destruição, a dor, tem o dever de nos causar igual sensação de tristeza e humildade. Deve acima de tudo, fazer a humanidade pensar que estamos ainda diante de muita coisa desconhecida nesse planeta, e qui sá, do universo. Enfim, presto aqui meu respeito e minha solidariedade ao povo japonês. Povo que já foi no passado vítima da estupidez de uma guerra mundial. Povo que agora é vitima da incrédula sorte da natureza.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O que o Egito tem a ver com o campus de Juara...

Acho que todos nós estamos acompanhando atônitos a onda de protestos populares contra regimes considerados autoritários e ditadores. Começou pelo Egito e agora se espalha pelo mundo muçulmano. Esse fato é significativo nos dias atuais pois recoloca na cena política o povo como protagonista e sujeito de sua própria transformação. Nesse caso, a democracia se faz como argumento de luta e contestação rumo a uma mudança política. Pois bem, se esse fenômeno já é algo que nos surpreende vindo de onde vem, ja pensou algo similar, mas de proporções menores, ocorrendo aqui em Juara? É justamente isso que estamos presenciando em nosso campus. Os alunos movidos por esse sentimento de contestação, clamam por mudanças a partir do princípio da legitimidade e legalidade do processo eleitoral para escolha do coordenador(a) do campus de Juara. Em que pese as disputas e os interesses políticos por detrás do cargo de coordenador do campus, creio que estamos realmente vivenciando um momento ímpar na história dessa região, em especial, no movimento estudantil. Longe de julgar o mérito que envolve a legalidade do processo eleitoral, o que fica evidente é essa mobilização dos estudantes rumo a uma mudança. Isso pra mim é muito contundente para demarcar um espaço de inquietação coletiva e postura crítica diante de uma situação como essa. Enfim, o Egito reinaugura esse "novo" sentimento de contestação coletiva para supostas mudanças rumo ao respeito aos direitos mínimos de legitimidade. Outrosim, dissemina aqui em Juara sentimento similar que faz mover os estudantes a lutar por princípios igualmente relevantes para uma verdadeira democracia.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A quem os políticos representam...

O título desse pequeno comentário pode soar um tanto contraditório, pois em tese, todo político deveria representar o povo a qual o legitimou a estar onde esta. No entanto, vejo muito falar em "articulações", "acordos", "alianças", etc. No entanto, não vejo nenhum político consultando sua "base eleitoral". Percebam que essa tal consulta se da de político para político e não de político para o povo. As vezes e, muito raramente, vejo alguns deles consultando sua "base partidária". Na teoria política, a "base" é aquilo que chamamos de sustentação popular, na qual, sustenta a representação de um determinado político. Daí o nome de "homem público representante do povo". Mas enfim, mera utopia aquilo que estou refletindo aqui. Até porque, o termo "base eleitoral" só ganha mesmo vizibilidade na hora do voto. Depois disso, a tal "base eleitoral" fica simplismente assistindo a distância as decisões dos "representantes do povo". Enfim, refletir não faz a ninguém né. Afinal, toda reflexão é um processo educativo que pode desencadear uma consciência critica dos cidadãos. Isso é tão importante numa democracia representativa, pois pode, de fato, recolocar o cidadão como um ator importante no processo político. Afinal, representado e representante devem ter a mesma sintonia.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A pessoalização dos Partidos Políticos

Falar em partidos políticos atualmente soa como um espectro vazio de sentido e conteúdo. Essa tese ganha mais força quando analisada em regiões distantes dos grandes centros de poder. Juara é um bom exemplo para essa reflexão. Nessas pequenas regiões, o que torna visível não é o partido político, mas as pessoas que compõem e dão sustentação a essa facção. Tanto isso é verdade que os partidos políticos em pequenas cidades sequer são lembrados nas disputas políticas. O partido político é quase que confundido com as pessoas que os compõem. O que temos então diante desse cenário é o declínio da partidarização da política e a ascensão da “pessoalização” do partido político. O partido político transforma-se na mais pura tradução das vontades das pessoas muitas vezes disfarçada por um discurso colado nos interesses do povo. As pessoas reescrevem o partido segundo os interesses das pessoas e não dos partidos. Percebam que em épocas de disputas eleitorais o que ganha notoriedade pública são de fato as pessoas em detrimento aos partidos. Contraditório isso, uma vez que, segundo a Constituição Federal, as pessoas sozinhas não possuem capacidade jurídica para disputar qualquer pleito eleitoral. Pior ainda, é que filiar-se a um partido político, pelo menos teoricamente, é comprometer-se a um programa partidário comum a todos. Enfim, essa é uma característica de pequenos centros como Juara. As pessoas ganham muito mais visibilidade do que os partidos políticos. Na verdade, os partidos políticos são percebidos como mero sistema burocrático necessário ao pleito eleitoral. Nesse caso, não é exagerado afirmar que todos os partidos políticos são iguais segundo o fim a que almejam. Afinal, a busca das pessoas pelo poder político “usa” o partido político como estratégia. A meu ver, esse contraditório jogo pelo poder torna os partidos políticos algo meramente descartável.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O que as chuvas em SP e RJ ensinam para Juara

As tragédias climáticas ocasionadas pelas chuvas no Rio e em São Paulo devem nos servir de ensinamentos para possíveis problemas semelhantes que possam ocorrer em Juara. É claro que nossa geografia física nos privilegia em termos dos impactos decorridos de altas densidades de chuvas em terrenos com riscos de desmoronamentos. Aliás, é bom que se diga que Juara já viveu experiências de uma quase tragédia decorridos do excesso de chuvas. Mas e se acaso Juara presenciasse fenômenos climáticos semelhantes ao que estão acontecendo em SP e RJ? Estaríamos preparados para os impactos sociais decorridos desses fenômenos naturais? Minha avaliação é que “não”. A bem pouco tempo atrás presenciamos experiências semelhantes de cheias nos rios, tanto nas áreas rurais como urbanas de Juara. Essas pequenas tragédias naturais em Juara evidenciaram nossa baixa capacidade de lidar com esses fenômenos do ponto vista de uma ação emergencial ou mesmo preventiva. Reparem que nesses momentos ficamos reféns de ações individuais isoladas da sociedade. Não possuímos uma capacidade técnica e pública de fazer frente a essas pequenas catástrofes. Não possuímos sequer uma defesa civil preparada para agir organizadamente nesses momentos. Isso além do fato de não possuirmos uma guarnição do corpo de bombeiros. Na verdade, as tragédias ocorridas em SP e RJ nos revelam a necessidade do poder público local em se organizar preventivamente para fenômenos naturais desse tipo. Até porque, não podemos se valer da improvisação e da boa vontade da sociedade em dar conta daquilo que é competência dos poderes públicos. Por mais que não se compare SP e RJ com Juara, me preocupa se os níveis de precipitação de chuvas noticiadas pela mídia que ocorreram em SP e RJ ocorressem na região de Juara. Creio que teríamos uma possível catástrofe social restrita aos padrões sociais da nossa região. Fica registrado o alerta! Afinal, não podemos mais ficar como meros espectadores de tragédias vistas à distância pela mídia. Principalmente nosso poder público local e estadual. Afinal, mais triste do que ver tragédias como as de SP e RJ, é ver a inércia da do poder público local em antever possíveis cenários como aqueles que estamos assistindo pela TV.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A diferença entre Reforma e Revolução...

Começo de ano na política sempre é marcado pelo já habitual discurso da mudança. É reforma daqui, é revolução dali. Para os leigos, reforma e revolução soam como fenômenos bem parecidos, diferenciando tão somente na sua grafagem. No entanto, é bom que se frise que reforma e revolução partem sim do mesmo princípio, isto é, a "mudança", mas, em seus encaminhamentos, possuem metas totalmente diferenciadas. A reforma, em síntese, é algo que pressopõe mudanças pontuais, mas que conserva sua essência principal, seja ela qual for. Já a revolução, também significa mudanças, no entanto, seu princípio básico é a radicalidade, ou seja, é a mudança na sua essência e totalidade sem conservar nenhum vestígio daquilo que esta sendo mudado. Portanto, na "Reforma" se muda conservando alguma coisa. Na "Revolução" se muda rompendo com tudo que esta sendo mudado. Por isso, é bom que se reflita seriamente sobre os limites daquilo que se diz em relação ao que, como e onde "reformar" ou "revolucionar". Afinal, em política, a retórica do discurso político, pode, muitas vezes, tornar seu conteúdo vazio de significado e insignificante do ponto de vista prático. A meu ver, a política partidária e governamental nesse começo de ano se vale muito dessas estratégias. Seja pela via da "reforma" ou pela via da "revolução" se planta a esperança de mudança pelo caminho da política. Enfim, só estou destacando esse ponto nesse artigo, porque muito se comentou nos discursos de posse de governadores e da presidenta do Brasil, reformar e revolucionar muita coisa. Afinal, em política, mudanças radicais sempre implicam em ferir interesses. Ao leitor desse artigo, caberá refletir sobre os limites e possibilidades desses discursos políticos.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

2011... desafios para as mulheres na política...

Nessa época do ano sempre procuramos renovar nossos planos e metas para o próximo ano que surge. Nesse caso, estamos diante de um 2011 que nos coloca vários desafios. Pontuo um em especial que é o desafio político do ano novo para o sexo feminino. Três casos em especial destaco como de grande significado para essa reflexão. O primeiro, diz respeito a chegada ao poder da primeira presidenta mulher no Brasil. O segundo, semelhante fenômeno, mas de repercussão local, é o desafio da não menos importante primeira presidenta mulher da Câmara dos vereadores de Juara. Terceiro e, por último, o desafio da primeira deputada estadual da nossa região de Juara. Eu diria que na somatória desses três exemplos na política para as mulheres, é o fato de estarmos diante de um cenário com um leve toque de sensibilidade. A meu ver, a sensibilidade feminina colocada a serviço da política, pode sim renovar os encaminhamentos dos interesses públicos no interior da política partidária. Creio que estamos presenciando um novo limiar de um inédito jeito de fazer e lidar com a política. Os exemplos de Dilma Rousseff, Cida Felix e Luciane Bezerra, são emblemáticos ao apontar que as mulheres adentram com vigor na cena política brasileira em 2011. Que elas possam avançar naquilo que alguns homens pouco conseguiram, isto é, o de representar na íntegra os interesses da população que as elegeram. Que a presença das mulheres na política possa em 2011 quebrar o núcleo duro da arrogância machista no tratamento político das questões de interesse social. Mas alerto, esses desafios não serão fáceis. É preciso que esses desafios sejam superados com aquilo que a mulher tem de particular na sua diferença em relação ao homem: o de encantar, seduzir e envolver tudo ao seu redor com uma magia de leveza, sensibilidade e amor ao próximo. Se assim o for, creio que as mulheres na política poderão reinventar uma nova política partidária centrada em valores morais, coletivos e éticos. Sucesso a todas as mulheres na política em 2011.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A prudência do silêncio diante do jogo político...

O que separa o discurso da ação? Tal resposta soa um tanto desafiadora quando pensamos ela como subproduto do jogo das disputas pelo poder político. Afinal, quando a política se envereda para o campo da hegemonia do poder, creio que nem Maquiavél poderia prever o que dela proverá. Já é corriqueira a máxima que diz que em política "os fins justificam os meios". Nesse caso, eis que emerge da luta pelo poder político o conceito de "demagogia". Entendo a demagogia como uma estratégia mesquinha e vulgar para criar cenários fantasiosos de um "bem estar" e de "dias melhores". No jogo político, a retórica demagógica usa da política para a tomada do controle do poder. Nesse caso, tenta-se maquiar o passado com um presente e futuro repleto de possibilidades messiânicas. Pena que aquilo que legitima esse tipo de estratégia esta centrado na crença daqueles que "ainda" acreditam na eficácia de discursos vazios de significado e ricos de contradições. É por isso que diante de um quadro de pauperização ideológica da política, é que se faz necessária a prudência do silêncio. O silêncio muitas vezes revela muito mais que um grito no vazio. O silêncio a meu ver, é uma vigorosa arma de luta contra aqueles que insistem em tornar a política lugar de demagogia. As vezes é estratégico partir para o embate, mas nesse caso, é prudente calar-se para que a realidade contraditória se revele como um exemplo a ser futuramente combatido.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O que revela a parada gay de Juara...

Os costumes, ligado a tradição e a cultura moral/religiosa, são os aspectos desencadeadores daquilo que chamo de "demagogia do preconceito". Digo demagogia porque em tempos modernos, não convém ter preconceitos, daí, essa generalização de que ninguém tem preconceito de nada e no mundo de hoje pode-se tudo. A meu ver, pura demagogia ou retórica de discurso. O que de fato temos são preconceitos irrustidos sobre os diferentes. A parada gay de Juara foi um tipico exemplo de espetáculo da mediocridade. Primeiro, pelo senso de ridiculo que os gays ali presentes sofreram do público nas calçadas. Segundo, pela falta de amadurecimento cultural das pessoas que insistem em tornar os gays alvo de humilhação, aberração e chacota. O espetáculo do ridículo encenado na parada gay, revelou duas coisas importantes: é difícil ser diferente num mundo de iguais; e que consciência se faz com educação, não com espetáculo. Se queremos avançar em nosso amadurecimento intelectual, temos que conquistar nossos espaços de forma estratégica e de acordo com nosso modo de vida. Copiar modelos ou mesmo, ficar preso a idéia tradicionais, ao meu ver, só alimenta aquilo que queremos destruir: o preconceito.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Esfarelando a Rodovia do Vale...

Passei esses dias pela rodovia do Vale que liga Juara a rodovia de acesso a Juina... Pra quem viu essa rodovia sendo construída, enfrentou os obstáculos naturais, antes e durante a obra, chega a dar pena, a situação que se encontra hoje. Não sou técnico, mas como leigo, arrisco a dizer que houve uma falha amadora na compactação do solo, fazendo-o ceder, e com isso, levar o asfalto a deteriorar. Uma pena, para uma construação tão aguardada como essa. A meu ver, a situação triste em que se encontra a rodovia do vale só tende a piorar com o aumento do fluxo de automóveis e caminhões. Ficar apenas lamentando não vai resolver. Apelar para as autoridades políticas pode ser um meio de pressão. Mas creio que diante do disperdício de dinheiro público, diante da importância da obra, diante da qualidade comprometida da obra, só existe um caminho eficaz para resguardar o interesse público dessa obra. E o caminho é o ministério público. A de se respeitar não apenas o dinheiro público investido, mas aqueles(as) que contrinuiram do seu bolso para que essa obra fosse o sonho de um novo tempo para a região. Infelizmente, esse sonho pode virar um pesadelo.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Alfabetizando os idosos de Juara...

O departamento de Pedagogia/Unemat assinou hoje, 21/10, um termo de parceria com o Ministério Público, na pessoa do Dr. Paulo Henrique Amaral, para alfabetizar cerca de 60 idosos do Lar do Idoso de Juara. Um desafio grande, dada a complexidade e heterogeneidade desse grupo. Mas nossos acadêmicos e professores toparam encarar essa jornada de ação pedagógica. Pretendemos desenvolver ali ações pedagógicas de alfabetização, somadas a outras ações paralelas de caráter cultural, ambiental e de cidadania. Acho que a provocação feita a nós da Unemat pela Promotoria, nos faz realmente indagar sobre o papel social da universidade diante de demandas como essa. Aliás, não só a universidade, mas o poder público municipal e estadual, uma vez que a realidade naquele local é de total descaso institucional. Enfim, esperamos não somente alfabetizar esses idosos, mas também despertar a sociedade local para um maior engajamento e atenção a todos os nossos velhinhos. É preciso despertar a sociedade para a construção de "ações" aos idosos que ultrapassem o campo do "respeito", e que rumem as ações "concretas" de inclusão social. Afinal, ser idoso é uma condição natural e inevitável a todos nós.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

a política e seus reflexos polítcos...

Enfim, depois de um longo período inativo, estamos aqui de volta ao nosso blog tentando comentar as indas e vindas de nossa política local. A bola da vez é essa suposta resposta das urnas a gestão atual do Pref. Alcir Paulino. De cara, já pontuo que nesses primeiros dois anos de mandato houve sim alguns avanços no campo do planejamento, da promoção social, da educação e da agricultura. Já outras áreas eu diria que foi acometida por uma conjuntura de fatores internos e externos que não permitiram dar conta das demandas existentes. É claro que o eleitorado esta atento. A oposição também. E nesse entrelaçamento entre insatisfação popular e oposição, eis que surge um terreno fértil para que as mudanças ocorram. Ao que tudo parece algumas já estão sendo pensadas, outras, apenas sondadas. Creio que é por aí mesmo. É preciso sempre aperfeiçoar em prol de uma política efetivamente "pública". Faltam ainda mais dois anos dessa atual gestão municipal, e cabe ai aos verdadeiros críticos apostar no interesse coletivo. Oposição e situação devem continuar sim travando suas lutas no interior da hegemonia do poder político, mas devem o fazê-lo em prol daqueles as quais os políticos as representam, ou seja, o povo.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O povo não pensa. Somente os indivíduos pensam...

Em tempos passados invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política. Mas Deus foi exilado e o “povo” tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo... Não sei se foi bom negócio; o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de TV que o povo prefere.
Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro “O Homem Moral e a Sociedade Imoral” observa que os indivíduos, isolados, têm consciência. São seres morais. Sentem-se “responsáveis” por aquilo que fazem. Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas. Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo, tornam-se capazes dos atos mais cruéis. Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival.
Indivíduos são seres morais. Mas o povo não é moral. O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.
De vez em quando, raramente, o povo fica bonito. Mas, para que esse acontecimento raro aconteça, é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute: “Caminhando e cantando e seguindo a canção...”

Isso é tarefa para os artistas e educadores. O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança.

(Rubem Alves)

Do livro: Conversas sobre política - Ed. Verus - 2002

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Hoje recomeçamos as aulas na Unemat

Saudações amigas aos nossos alunos...

Hoje recomeçamos as aulas do curso de pedagogia. Inspirada pela semana pedagógica, nosso curso pretende aplicar logo de cara algumas alterações no campo da extensão, do estágio e da pesquisa. A ideía é sempre aperfeiçoar visando a melhoria da qualidade do curso como um todo. Enfim, esperamos que o início desse semestre seja consolidada pelo diálogo e o debate pedagógico visando assim ampliar a qualidade dos profissionais da educação que formamos.

Sejam bem vindos(as) todos(as) alunos da Pedagogia Unemat.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Semana Pedagógica - ouvindo a sociedade...

Confesso ainda estar anestesiado com os resultados da Semana Pedagógica da Unemat/Juara. Nossa proposta de aproximar o planejamento das disciplinas com o sentimento dos alunos e comunidade externa surtiu um efeito fantástico. Colhemos opniões e sugestões ricas e maduras para o aperfeiçoamento de nossas práticas pedagógicas. Ouvir os alunos e a comunidade foi uma experiência maravilhosa na medida em que foi problematizada pelos intelectuais professores de nosso curso. Nossos doutores, mestres e graduados, pararam e se colocaram a ouvir as escolas, nossos alunos, secretários de educação, prefeitura, entidades sociais, etc. Enfim, exercitamos uma verdadeira pedagogia do diálogo integrado com os diversos sujeitos que compoem a seara do processo educacional. Afinal, educação não se faz apenas com intelectuais, mas se constrói nesse processo de troca de saberes, entre o científico e o senso comum. O curso de pedagogia aprendeu muito com esse diálogo. Nosso curso a partir de agora olhará com maior interesse aos anseios e demandas da sociedade, das escolas e das entidades sociais. Afinal, ensinar é também um ato de ouvir e aprender com os diversos sujeitos fora dos muros da academia.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

respondendo ao artigo da radio tucunaré - EDUCANDO/COLOCANDO LIMITES

Saudações Simoni...

Li seu artigo na coluna do site "radio tucunare". Interessante sua tese dos limites face a liberdade. Gostaria de poder me aprofundar mais dentro dessa análise fazendo uma contra-análise em direção oposta. Mas antes, talvez devessemos refletir sobre esse conceito que ja naturalizamos de "educação". Bom! minha tese é que a educação vem sofrendo de uma doença regenerativa que esta comprometendo sua base moral, ética e solidária. Falar em educação hoje implica em construir estratégias e mecanismos para sobrevivermos num mundo altamente competitivo e injusto. E nesse caso, a educação emerge dentro de um constexto de pura contradição, pois estamos presos a inúmeros fenômenos do tipo: consumo, vaidade, trabalho, religião, etc. Pensando dessa forma, creio que vivemos uma época onde as "educações" que se sobressaem na sociedade procuram justamente criar mecanismos de liberdade. A educação que mais vigora hoje não é a formal, não é a dos lares, mas sim, as das ruas, pois é nas ruas que temos contatos com esses fenômenos da sociedade. A regra e a norma, tal como os limites, causam certos traumas nos individuos desde crianças e na medida que o tempo vai passando cada vez mais as pessoas querem se libertar. Enfim, gostaria de refletir contigo sobre o sentido utópico que estamos imputando a "educação" hoje. Enfim, o que representa a educação hoje diante dos desafios colocados pela sociedade futura? São perguntas que ainda estão sem respostas. Mas seu artigo é um ponto interessante de reflexão.
Parabéns.